Sobre a Receita
Dois ingredientes: castanha e chocolate. Nada de leite em pó, óleo de palma, açúcar adicionado ou emulsificante — e o resultado é um creme escuro, sedoso e denso, para passar no pão do café da manhã ou comer de colher sem ninguém ver. A castanha de baru é a escolha aqui por ser brasileira, mais barata que a avelã e ter um sabor amendoado que combina perfeitamente com cacau, mas castanha de caju e avelã funcionam igual. O ponto técnico é o oposto do que se faz na paçoca: aqui você processa até passar do ponto de farofa, continuando até a castanha soltar o próprio óleo e virar uma pasta lisa. É o mesmo fenômeno, usado a favor. São 15 minutos e rende um pote de 350 g.
Informações
- Tempo de Preparo: 15 minutos
- Tempo de Geladeira: 1 hora
- Rendimento: cerca de 350 g (20 porções)
- Dificuldade: Fácil

Ingredientes para o Creme de Chocolate
- 1 xícara (160 g) de castanha de baru torrada sem casca (ou castanha de caju, ou avelã)
- 230 g de chocolate meio amargo 70% derretido
- Opcionais: 1 pitada de sal e 1/2 colher de chá de baunilha
Modo de Preparo
- Processando até virar pasta: leve a castanha ao processador e bata continuamente, sem pulsar. Nos primeiros minutos ela vira farofa, depois se agrupa em bolotas, e só então — por volta de 8 a 10 minutos — o óleo se solta e tudo se transforma numa pasta lisa e brilhante. Pare para raspar as laterais de vez em quando, mas não desista antes: a fase de bolotas engana e faz muita gente achar que deu errado.
- Derretendo o chocolate: enquanto isso, derreta o chocolate picado em banho-maria ou no micro-ondas em intervalos de 20 segundos, mexendo entre eles. Deixe amornar 2 minutos antes de usar — chocolate muito quente pode fazer a pasta talhar.
- Juntando os dois: com o processador ligado, despeje o chocolate morno sobre a pasta de castanha em fio, e bata por mais 1 minuto, até ficar completamente homogêneo e brilhante. Junte o sal e a baunilha, se for usar.
- Descansando: transfira para um pote de vidro e deixe esfriar em temperatura ambiente por 30 minutos, depois leve à geladeira por 1 hora. Ele engrossa bastante ao esfriar, então saia da tigela com ele ainda bem fluido.
- Servindo: tire da geladeira 10 minutos antes de usar. Gelado demais, ele fica duro de espalhar — em temperatura ambiente, volta ao ponto de passar no pão.
Dicas e variações
- Sobre a castanha de baru: é uma castanha do Cerrado, com sabor entre o amendoim e a castanha-de-caju, e costuma ser bem mais barata que a avelã importada. Encontra-se em lojas de produtos naturais e no e-commerce. Se não achar, castanha de caju é a substituta mais próxima em cremosidade.
- Erro comum: desistir na fase de bolotas. Por volta do quinto minuto a castanha forma um bloco que gira solto no processador e parece que travou. Continue — é justamente ali que ela está prestes a soltar o óleo.
- Se o processador esquentar muito: pare por 5 minutos e retome. Processador doméstico não foi feito para trabalho contínuo longo, e o motor superaquecido desliga sozinho no meio do caminho.
- Para versão mais fluida: acrescente 1 colher de sopa de óleo de coco derretido junto com o chocolate. Fica mais fácil de espalhar direto da geladeira.
- Para reduzir o amargor: use chocolate 50% em vez de 70%, ou acrescente 2 tâmaras sem caroço junto com as castanhas no processamento — elas adoçam e ainda ajudam na cremosidade.
- Para guardar: 20 dias na geladeira em pote fechado. Não precisa congelar, e o óleo pode separar levemente com o tempo — é só mexer.
Perguntas frequentes
Precisa de liquidificador ou processador?
Processador é bem melhor para esta receita. O liquidificador tem copo estreito e alto, e a pasta densa gruda nas laterais sem alcançar as lâminas, o que faz o motor girar em falso e superaquecer. Se for a única opção, faça em quantidades pequenas e pare com frequência para raspar. Um mixer potente com copo largo também funciona.
Por que a castanha vira pasta sozinha?
Porque ela tem cerca de 50% de gordura, e o atrito prolongado das lâminas rompe as paredes celulares e libera esse óleo, que então envolve as partículas sólidas e forma uma emulsão. É exatamente o mesmo processo que arruína uma paçoca — a diferença é que aqui ele é o objetivo, e por isso você processa continuamente em vez de pulsar.
Serve para criança com alergia a leite?
Serve, desde que o chocolate seja livre de derivados lácteos. Muitos chocolates amargos são feitos em linhas compartilhadas e trazem traços de leite no rótulo, o que já basta para causar reação em quem tem APLV. Procure os que declaram ser livres de leite. Atenção também: castanha é alérgeno comum e várias escolas proíbem — se for para lancheira, confirme antes.
Tem açúcar?
Só o que já vem no chocolate. A receita não leva açúcar adicionado, e por isso o resultado é bem menos doce e mais intenso que o creme de avelã industrializado, cujo primeiro ingrediente costuma ser justamente açúcar. Quem está acostumado com o de pote estranha no começo e depois não volta.
Quantas calorias tem?
Cerca de 118 kcal por colher de sopa. É calórico, como qualquer creme à base de oleaginosa e chocolate — a diferença em relação ao industrializado está na composição, sem óleo de palma nem açúcar como ingrediente principal, e não na conta calórica.
Receitas relacionadas

Olá! Sou mineira e gosto de sentir o sabor e o cheiro da comida caseira, daquele bolinho de cenoura com café quentinho, daquele pão de queijo saindo do forno, e de saborear um café da manhã, um almoço, um jantar, um petisco com as pessoas que amo!
Desde pequena observo minha mãe Nadi, minhas tias, minhas avós Alzira e Audília (in memoriam) cozinhando, temperando, oferecendo um lanchinho para as visitas! Há 15 anos redescobri a culinária focando em receitas totalmente à base de plantas, unindo meu amor pela natureza e pelo respeito à vida.
Fundadora do Pitadas de Sabor, compartilho por aqui dicas e receitas práticas, mostrando como a alimentação à base de plantas pode ser surpreendente, saudável e cheia de sabor. Use sua criatividade e adapte as receitas com os temperos que você mais gostar!
E se você quiser empreender criei uma categoria aqui que pode ser útil para iniciar um negócio próprio, uma renda extra com produção de bolos (por exemplo) ou ainda aperfeiçoar o negócio que já possui.
Sou graduada em Ciências Biológicas e pós-graduada em Gestão Administrativa e Contábil com mais de 20 anos atuando na gestão de Empresas Nacionais, Multinacionais e Digitais.
Um abraço direto de Minas Gerais e que você tenha muitos momentos mágicos ao lado de quem você ama, com uma comidinha saborosa e com renda extra, caso resolva fazer comida gostosa e lucrar!






